Conto "Talento nas mãos"
Seu Toronto 60 anos é daqueles aposentados bonachão, boa praça, bom papo sempre sorridente, todos os vizinhos o adoravam, morava com a esposa a dona Nilda que tinha 55 anos, e com o seu filho mais novo o Quebec que tinha 17 e estava terminando o segundo grau, tinha mais dois filhos, Munique e Romano, que eram casados e moravam na Alemanha e na Itália respectivamente.
Seu Toronto estava sempre de boa, acordava cedo fazia a sua tradicional caminhada, passava na banca de jornal da praça via as notícias das capas dos jornais, reclamava dos políticos, discutia de futebol, reclamava dos aumentos dos preços dos alimentos, ele era praticamente um comentarista das notícias, sabia fazer uma boa resenha.
Depois disso por volta de 10h sentava uns 30 minutos e ficava olhando o movimento na praça, gente andando para todo o lado, os atletas de ocasião, os carros, as brigas dos casais, os casais apaixonados, via a vida como ela é passando ali todo dia na sua frente, até a chegada dos seus fiéis companheiros de jogos, Antônio, Silas e Carvalho, todos aposentados, ali era o ponto deles, todos os dias, menos aos sábados e domingos que era dia de folga e lazer com a familília.
Jogavam baralho, damas, purrinha, dominó, enfim se divertiam, ficavam ali quase até uma hora da tarde e depois iam para casa mas não sem antes passar no bar do Lauro para comer um tira gosto e tomar uma cerveja e as vezes até uma dose de cachaça que era para abrir o apetite, não exageravam pois sabia que se chegasse em casa bêbado no outro dia ia faltar um componente da mesa de jogos.
Um certo dia Seu Toronto estava sentado na sua já tradicional visão do movimento da praça quando avista um rapaz magrinho todo sujo sentado no chão, as pessoas passavam por ele e riam, jogavam pedras e restos de comida, ninguém se importava com a situação do rapaz, alguns minutos se passaram e então Seu Toronto se aproxima do mesmo, o rapaz tem uma caneta e alguns papéis amassados na mão, então fica curioso e pergunta ao garoto:
- Oi rapaz tudo bem com você?
- Meu senhor não está nada bem, estou com fome tem três dias que não como nada e hoje pelo que estou vendo vai completar o quarto dia.
Seu Toronto sente uma tristeza e se compadece com a situação do rapaz e resolve ajudar, avisa aos amigos que vai atrasar um pouco no jogo e leva-o no bar do Lauro para pagar um almoço para ele.
Chegando no bar o rapaz almoça e entrega um daqueles papéis amassados para o Seu Toronto em forma de agradecimento.
O senhor fica assustado e ao mesmo tempo encantado, porque naquele papel amassado tinha um desenho lindíssimo que ele nunca tinha visto igual e pergunta ao rapaz:
- Eu estou aqui com você, mas nem mesmo sei seu nome... O meu é Toronto. E o seu?
- Me chamo Miguel
- Muito bem Miguel, me responde onde você conseguiu este desenho?
- Foi eu mesmo que fiz!
Seu Toronto demora a acreditar no que ouve, parece que encontrou um talento perdido na rua. Compra os outros desenhos do rapaz, devia ter mais uns três e pede para ele o encontrar novamente na praça amanhã naquele mesmo horário.
Naquele dia quando chega em casa mostra os desenhos para dona Nilda e Quebec, os dois também ficam encantados com os desenhos.
No outro dia leva um caderno de desenhos para Miguel e pede para ele fazer novos desenhos e lhe trazer amanhã. Também quer saber onde o rapaz mora e se tem família, mas uma vez se assusta pois o rapaz tem 19 anos mas é tão franzino que parece ter uns 14 no máximo 15, tem dois irmãos mais novos e mora com eles e a mãe, seu pai os abandonou quando nasceu o seu segundo irmão que tem 3 anos.
Eles se despedem, Seu Toronto dá algum dinheiro para o rapaz comprar comida e combinam de se encontrar novamente.
Passam-se três dias e o rapaz não aparece, seu Toronto mantém todas as suas rotinas, mas pensava que Miguel nunca mais apareceria ali, até que do nada ele surge e como da primeira vez que o viu estava todo sujo e com os papéis amassados.
Seu Toronto pára o jogo e apresenta o rapaz aos seus amigos, todos ficam encantados com os desenhos de Miguel, que estavam melhores que os anteriores.
Então naquele mesmo dia seu Toronto leva o rapaz na escola de artes onde ele foi professor por quase quarenta anos.
E em uma avaliação rápida pelos responsáveis pela escola, percebem que ali na frente deles estava um talento destes que aparecem de tempos em tempos.
O rapaz ganha uma bolsa na escola e também um auxílio para sua família.
Em pouco tempo já estava fazendo quadros lindíssimos e disputados a peso de ouro pelas pessoas e galerias de artes.
Já não passava mais fome, a família tinha uma vida digna, e ainda ajudava as pessoas mais necessitadas que assim como ele um dia passou fome.
Miguel venceu, com a ajuda do Seu Toronto que se tornou seu grande amigo e pelo menos uma vez no mês ele retorna naquela praça e sempre encontra a pessoa que lhe proporcionou tudo isso, ali jogando com os amigos e valorizando as pequenas alegrias da vida, dividindo o pouco que tem e se solidarizando com o próximo, pois sabe que existem muitos Miguéis por aí, com fome, sujos, com frio, mas também com uma vontade imensa de trabalhar e vencer.
Conto "Sonhos e aviões"
Ulisses era um moleque novo tinha 20 anos e sonhava viajar de avião, ele trabalhava em uma lanchonete que ficava dentro do aeroporto da cidade e todos dias depois do expediente ia assistir uma decolagem e um pouso dos aviões, na verdade quase todos os dias ele fazia isso, porque aos sábados era dia de se encontrar com sua namorada a Edileuza e os os dois sempre iam para a praia para assistir o por do sol, e quando estava em dias chuvosos iam ao shopping assistir um filme de preferência romântico, mas gostavam de diversos outros gêneros, muitas das vezes dependia do humor do casal, afinal nem tudo são flores.
Eles tinham grandes sonhos juntos mas a vida não era fácil, a família era grande o salário mal dava para colocar comida em casa mas seguia sonhando que um dia tudo podia mudar, mas o tempo foi passando e nada de novo acontecia e assim ia se passando as semanas, os meses, os anos, e os aviões que continuavam pousando e decolando dia após dia e Ulisses continuava os admirando na esperança de um dia poder voar, não perdia a esperança e começou a juntar dinheiro para comprar passagens de ida e volta até São Paulo, já havia se passado um bom tempo e Ulisses já tinha o dinheiro para comprar as passagens dele e da Edileuza, mas em um sábado desses na beira da praia sua namorada lhe dá uma notícia que irá mudar suas vidas, ela está grávida.
Ulisses quase desmaia de emoção e surpresa pois não esperava um filho naquele momento. Tinha de alterar todos os seus planos porque sabia que um filho é uma responsabilidade muito grande, naquele dia eles ficaram até mais tarde na praia, o dia estava lindo e eles ali sonhando com o futuro e vivendo o presente.
A primeira coisa que eles iriam fazer durante a semana seguinte seria conseguir uma casa para eles morarem, afinal se amavam e com a vinda do filho acelerou o processo da união deles, coisa que os dois já queriam a muito tempo mas faltava coragem para assumirem a paixão e dar este passo, que agora estava sendo dado.
E aquela grana que Ulisses tinha guardado para viajar de avião acabou sendo de grande valor para esta nova fase de sua vida.
Então pouco tempo depois já estavam morando juntos, a casa não era lá essas coisas mas onde tem amor não falta nada.
Ulisses e Edileuza estavam felizes, estavam juntos, faltava pouco tempo para o filho deles nascer, mas ainda faltava uma coisa que o nosso herói não consegue esquecer: viajar de avião, o sonho ainda estava muito vivo dentro do rapaz, mas sabia que este sonho estava bem distante em sua condição atual, era feliz, mas tinha muitos desafios pela frente. Já não via as decolagens e pousos dos aviões todos os dias, já não ia ver o por do sol aos sábados com a sua amada na praia, mas sabia que grandes felicidades viriam em sua vida e cada dia que passava estava mais apaixonado pela sua esposa e pelo filho que estava muito perto de nascer.
E justamente em um sábado, Edileuza vai buscar o marido no emprego e entra em trabalho de parto, vão para o hospital e o menino nasce com muita saúde, decidem chamá-lo de Jorge em homenagem ao pai de Ulisses.
A felicidade era enorme dentro do coração de todos, a família cresceu e o tempo continuou passando, a vida ainda era difícil, mas os sonhos não envelheciam.
Jorge já tem dez anos e sabe da vontade do pai de viajar, tem o mesmo sentimento e acredita que um dia terá condições de realizar este sonho que também é dele, por isso estuda com afinco e dedicação, pois não quer ter só condições de comprar as passagens para seus pais, mas quer ser piloto de avião.
O tempo continua passando e aquele menino hoje já é um rapaz começa.a viver a realidade da vida, é inteligente demais, mas o dinheiro sempre é curto para fazer um curso de piloto. Decide então prestar concurso para aeronáutica, e é aprovado com louvor, o rapaz se esforça bastante, é um dos melhores alunos da sua turma, mas se tornar piloto não é fácil é preciso anos de dedicação.
Cinco anos depois já com vinte e cinco anos, já tem dinheiro suficiente para comprar as passagens, mas gostaria de fazer uma surpresa maior para o seu pai, pois daqui a seis meses ele estará formado como piloto profissional, poderia continuar na aeronáutica mas tem uma proposta de trabalho para uma empresa aérea multinacional. Então vai esperar mais alguns meses pois quer ser o piloto do primeiro vôo de seus pais.
E chega o grande dia... Jorge chega em casa mais cedo e avisa aos pais que comprou as passagens para eles viajarem para São Paulo, Ulisses o questiona, porque ele só comprou duas passagens pois queria que o filho os acompanhasse neste sonho que estava se tornando realidade. O filho fala que estará de serviço e não poderá acompanhá-los desta vez mas não faltaria oportunidades de viajarem juntos pois esta seria a primeira de muitas viagens.
Passa-se uma semana e chega o dia da viagem, Ulisses e Edileuza vão para o aeroporto, fazem todos os procedimentos para o embarque, a emoção era muito grande Ulisses chorava feito criança, era um sonho de mais de vinte anos, passou a sua vida toda trabalhando no aeroporto, viu milhares de pousos e decolagens, pessoas e mais pessoas e ele sempre ali acompanhando cada momento como se fosse único, deixou de realizar o seu sonho para viver um sonho muita maior, ser feliz junto com a mulher que ele ama e o filho, que lhe proporcionou este momento, queria que Jorge estivesse ali com eles para abraçar e beijar, lembra como se fosse hoje da sua esposa contando da gravidez, lembra do nascimento e dos momentos felizes, que culminaram neste dia tão especial.
A vida melhorou muito, mas uma surpresa maior ainda os aguarda.
O áudio do aeroporto chama os passageiros para o embarque, o casal apresenta os documentos e começam a se dirigir para entrar na aeronave, sobem a escada e quando chegam na porta do avião, são recepcionados com aquela voz que eles conhecem bem:
- Sejam bem vindos pai e mãe, vamos fazer esta viagem juntos.
Jorge era um dos pilotos responsável por aquele vôo.
Os pais dele não acreditam naquilo, Ulisses chora muito, de alegria e de orgulho, abraça o filho, a emoção é muito grande.
O áudio do aeroporto chama os passageiros para o embarque, o casal apresenta os documentos e começam a se dirigir para entrar na aeronave, sobem a escada e quando chegam na porta do avião, são recepcionados com aquela voz que eles conhecem bem:
- Sejam bem vindos pai e mãe, vamos fazer esta viagem juntos.
Jorge era um dos pilotos responsável por aquele vôo.
Os pais dele não acreditam naquilo, Ulisses chora muito, de alegria e de orgulho, abraça o filho, a emoção é muito grande.
Eles vão para os seus lugares. O avião decola do Rio de Janeiro para São Paulo, Jorge fala com os passageiros e agradece aos pais que estão ali, todos no avião aplaudem os dois.
Chegam em São Paulo e comemoram aquele momento, depois de tanto tempo, Ulisses e Edileuza viajaram de avião e com o filho no comando, sonho realizado com sucesso e muito melhor do que os seus sonhos.
Chegam em São Paulo e comemoram aquele momento, depois de tanto tempo, Ulisses e Edileuza viajaram de avião e com o filho no comando, sonho realizado com sucesso e muito melhor do que os seus sonhos.
Os três voltam para o Rio de Janeiro, Jorge agora era piloto de avião, fazia vôos nacionais e internacionais.
E já estava programando a próxima viagem com os pais e desta vez seria internacional.
Qual seria o destino desta vez? Europa, América ou África? Ou quem sabe Ásia ou América do Sul?
E você? Qual destino você escolheria?
Não importa o tempo que vai levar acredite nos seus sonhos, trabalhe, tenha fé e no dia certo ele se tornará realidade.
E já estava programando a próxima viagem com os pais e desta vez seria internacional.
Qual seria o destino desta vez? Europa, América ou África? Ou quem sabe Ásia ou América do Sul?
E você? Qual destino você escolheria?
Não importa o tempo que vai levar acredite nos seus sonhos, trabalhe, tenha fé e no dia certo ele se tornará realidade.
Conto "Encontros e desencontros a bordo"
Todos os dias desde muito novo vinha na estação para ver aquele gigante que passava imponente, sempre no mesmo horário chegava uns vinte minutos antes e às oito horas em ponto, depois que todos embarcavam, ele tocava a sua buzina e iniciava o seu movimento, era fascinante e eu apaixonado nos sons, nas imagens e nas lembranças das estórias que meu pai contava de quando viajamos de trem,quando eu tinha dois anos. Quanta saudades dos meus pais...
A vida não estava nada fácil, meu nome é Julio, eu moro em Uma cidade muito distante, tenho 20 anos e desde os 10 sou órfão de pai e mãe, Vivo nas ruas próximo a uma grande igreja, muitas vezes passo fome, mas tento sobreviver com a minha arte, eu sou pintor, mas aqui as pessoas não se interessam muito por isso, meu sonho é chegar a Capital e tentar uma vida melhor. Meu pai sempre falava que um dia gostaria de mudar para a lá, mas nunca tivemos condições de fazer esta mudança, mas ainda sonhava.
Faz alguns anos que a segunda guerra mundial acabou e somos sobreviventes de um mundo novo. Mas não posso ficar pensando no passado, tenho que pensar em uma forma de embarcar naquele trem e ir para Capital... Estava com três pinturas novas e ia tentar vendê-las pelo preço de uma passagem, mas não consegui, então fui até a igreja assisti a missa, ia pedir a Deus que me abençoasse nas minhas decisões e me ajudasse a ser feliz.
Na saída da Igreja uma pessoa me pediu ajuda pois tinha dois dias que não comia nada, eu estava com pouco dinheiro, mas dei metade do que tinha para esta pessoa, não era muito mas pelo menos eu e ele iríamos ter um almoço naquele dia.
Após o almoço tomei uma decisão ia sair da minha cidade, entraria como clandestino no trem das oito horas, já tinha visto o embarque centenas de vezes e percebi que quando os trabalhadores da ferrovia embarcavam as malas eles saiam da porta e as pessoas embarcavam sem mostrar o ticket de embarque, então seria a minha oportunidade de embarcar.
Consegui vender uma tela, não era dinheiro suficiente para a passagem mas poderia comprar um calça, uma camisa e um sapato novo para conseguir embarcar no trem e não levantar suspeitas, meu pensamento era tentar fazer isso daqui a dez dias enquanto isso iria me despedir da minha namorada, chamei ela para vir comigo nesta aventura mas ela ficou com medo. Com certeza um dia iria voltar para buscá-la.Fiz uma pintura com o seu rosto e iria levar três telas para a viagem, a dela, uma do trem e outra da catedral. Seria a minha força para conseguir seguir em frente nesta viagem tão fantástica.
E chega o grande dia, tudo como planejado os fiscais vão embarcar as malas então é o meu momento, entro no meio das pessoas e embarco, eu minhas telas e a esperança de uma vida melhor no destino daquele trem. O tempo demora a passar, fico em pé por alguns momentos, e quando falta um minuto para as oito horas me sento bem no fundo do trem, longe da maioria das pessoas, e chega a hora da partida, aquela mesma buzina que ouvi a minha vida toda do lado de fora agora estava tão perto, era uma emoção única, o meu coração batia acelerado, já tinha vivido aquela sensação mas eu era muito novo e não me lembro muito bem, mas lembro das estórias que meu pai me contava, dele e minha mãe segurando a minha mão... É tão estranho e começo a chorar...
Uma senhora que acabou sentando perto de mim, me pergunta se eu quero ajuda e logo respondo que não... Na verdade deveria me concentrar e não deixar os sentimentos a mostra para não chamar atenção, engulo a seco e volto a ficar normal, firme no meu propósito, uma hora depois a primeira parada em uma estação que acabei nem vendo o nome e a viagem prossegue.
A viagem seria longa, tinha trago junto comigo dois pães e ia tentar chegar forte até o fim da viagem. Depois de algumas paradas pergunto aquela senhora que estava do meu lado quanto tempo faltava para chegar a ao destino e ela me avisa que mais ou menos umas duas horas, a felicidade era grande, mas ainda tinha de tomar cuidado pois não tinha passagem, tinha até esquecido desse pequeno grande detalhe, quando de repente vejo surgir lá na frente do trem um fiscal pedindo os bilhetes para as pessoas, naquele momento fiquei totalmente congelado... Se me descobrissem como clandestino? Iriam me deixar na primeira estação onde o trem parasse e ainda corria o risco de ser preso. Imaginem só, sem dinheiro, sem destino, em um lugar onde não conhecia ninguém e preso... Começo a me arrepender do que fiz, era melhor ter ficado na minha cidade apesar de todas as dificuldades do que ser preso, mas enfim teria que arcar com as conseqüências dos meus atos.
O fiscal se aproxima cada vez mais, estava suando frio ia ser descoberto, então me levanto e vou para o banheiro, era uma tentativa desesperadora de escapar do meu destino, mas quando chego na porta o mesmo está ocupado, era o fim... E começo a chorar. O fiscal então me aborda, e pede o meu bilhete, eu falo que perdi, ele então vai me encaminhar para o chefe do trem para que ele possa confirmar o meu nome na lista de passageiros, neste momento resolvo contar a verdade para o rapaz, e ele me dá a triste notícia que iria me entregar às autoridades na próxima estação, só não faria isso caso eu tivesse o dinheiro para pagar a passagem naquele momento, então eu explico ele a situação e mostro os meus quadros, em uma tentativa frustrada de conseguir o meu bilhete...
Neste momento a porta do banheiro se abre e aparece um senhor que diz ter ouvido toda a estória e quando ele olha nos meus olhos, fala que me conhece e que vai comprar os três quadros pelo preço de mais de 20 passagens, eu fico assustado, pago a passagem ao fiscal e ainda vai sobrar dinheiro para eu começar uma vida nova, mas fico intrigado e vou até onde o aquele senhor estava sentado, e pergunto de onde ele me conhece...
Então ele me conta uma longa estória, ele me fala que vivia nas ruas a alguns dias atrás ele estava com muita fome, quase morrendo quando um rapaz lhe deu metade do dinheiro que tinha para almoçar, naquele mesmo dia durante o almoço ele encontrou o seu irmão que não via fazia quinze anos e esse irmão falou que eles tinham ganho uma grande herança de seus pais. Esse homem sobreviveu e sabe quem deu aquele dinheiro para ele almoçar? Isso mesmo, eu tinha dado dinheiro para aquele senhor almoçar, então me recordo e começo a chorar, aquele dia salvou a minha vida, dei um grande abraço nele e seguimos a nossa viagem.
Cada um para o seu destino, mas com muito agradecimento de nós dois e com uma vontade imensa de vencer.
Parabéns luis. muito bom seu conto.
ResponderExcluirEmocionante!
Muito bom, Luiz! Eu me emocionei lendo o seu conto. Parabéns!!!
ResponderExcluirQue lindooooo! Nunca perca a esperança. Parabéns!
ResponderExcluirObrigado Marcelo, Cris e Alessandra
ResponderExcluirMais um conto que mexe com a gente, Luis. Há muitos talentos perdidos por aí, não é mesmo?
ResponderExcluirParabéns Luis, sempre com uma visão muito humanista de mundo. muito bom!
ResponderExcluirAdorei o conto "Encontros e desencontros a bordo"! Solidariedade e caridade acima de tudo. Excelente!
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirEncontros e desencontros a bordo me arrepiou! Parabéns Luís!
ResponderExcluir